sábado, 26 de abril de 2008

O que tem no seu biscoito da sorte?


Outro dia, após comer uma bela refeição no china in box, recebi como de costume um daqueles biscoitos da sorte chineses que você quebra e, dentro, acha um pensamento que traz sorte ou, mais simples ainda, diz a sua sorte.

A minha sorte foi bem interessante e veio a calhar com este blog. Mas, além disso, uma coisa me veio à cabeça: o que tem nos nossos biscoitos da sorte?

Ok, eu sei que disse que não acredito em sorte, mas não estou falando aqui do doce ou da crença: estou falando do que cada um de nós faz todo o dia, de cada biscoito que temos que quebrar, às vezes por querer e às vezes sem querer e de cada momento que, sendo fechado, parece um verdadeiro biscoito chinês. Num momento ele é da sorte, noutro é do azar, em outro da alegria, da preocupação... é tanto esforço pra quebrar um biscoito, pra conseguir abrir a casca que tem horas que nem lemos os papeizinhos que vêm dentro deles, dizendo algo, dando idéias, sugestões...

E o que fazemos com as cascas? Descartamos? Às vezes sim: parecem que não servem pra nada e obviamente jogamos no lixo; outras vezes, carregamos conosco as cascas como exemplos (ou lembranças) da dificuldade daquele biscoito em especial, tão complicado de se quebrar, ou, simplesmente, como forma de nos rancorarmos pelo biscoito quebrado com tanto suor...

Cada um carrega sua caixinha de biscoitos chineses. Alguns têm caixonas até. Mas é fato que todos nós temos uma dessas, mesmo sem querermos. E os papéis de dentro? Jogamos ao vento, errados duas vezes: nem olhamos pra eles e ainda poluímos o que está em volta de nós, com algo que não queremos, porém jogamos ao largo sem preocupação... quem sabe quem aquele papel pode atingir?

Pra finalizar, fica a pergunta que fiquei me fazendo ao escrever este post: será que a casca valeu a quebrada? Isso, só você pode responder sobre seus biscoitos...

Ah, sim, claro, a mensagem que veio no tão agora famoso biscoito: “Ou não comece ou, tendo começado, não desista” (números de série: 17 01 42 26 29 55). Bem a ver, não?


Obs.: A foto do último post é do canal entre a Linha Vermelha e a Ilha do Fundão. Nesse dia, a maré estava alta e com bastante barquinhos...
Segue abaixo uma outra foto, tirada nesta semana. Ficam duas perguntas: 1a.: que praia é essa? 2a.: que pássaro é esse (em pleno Rio de Janeiro!!!)? Aguardo idéias...


sexta-feira, 18 de abril de 2008

eu prometo, tu prometes, ele promete...

Passei esta semana pensando em como explicar o nome do blog. Não era o porquê do nome, já que sei e teria como explicá-lo, mas o que significa. E assim percebi como uma promessa afetou toda a cadeia dinâmica de uma possível construção textual! Assim, baseado em uma penca de questionamentos sobre o que se deve cumprir, veio a pergunta: o que são promessas?

Há pessoas e pessoas e promessas e promessas... repetitivo, não? Pois é. E é assim mesmo: um círculo prometido-vicioso que nunca acaba porque as promessas nunca acabam... e vão se repetindo além... essas são o que chamo de promeSSSas, pela sua duração: os Ss indo além da pronúncia , da paciência e das expectativas possíveis.

Também é fácil achar as promeÇas e, pela ortografia, já dá pra perceber: são aquelas que nunca saem do papel, nunca funcionam, nunca são realizadas, mas sempre (SEMPRE!) estão prontas a serem ditas, ditadas e, pior, prometidas! Agora, honestamente, quem nunca fez uma promeÇa? Das menores, como as de véspera de ano novo, até as gigantescas que constituem uma coisa ainda maior... as promeÇas estão aí pro que der e vier...

Tudo isso pra mostrar como uma promessa no texto inicial me deixou amarrado e criando esperanças no que pudesse aparecer... e como as promessas podem carregar expectativas de algo que pode (ou não pode) acontecer.

Para aqueles que querem a promessa cumprida fica o consolo: nesse post, pelo menos, não fiz nenhuma promessa...

Obs.: a foto aí de baixo foi tirada por mim nesses caminhos por várias cidades... Alguém sabe onde fica??

sábado, 12 de abril de 2008

Começo... meio... fim?

Esta é a primeira postagem de alguma coisa que não sei bem o que é... muito menos o que pode ser... ou o que pode não ser... assim mesmo, está lançada a pedra fundamental entre as paredes.

Ainda não sei a frequência, assuntos ou matérias. Talvez tudo venha do nada ou dos quase 700 kms semanais percorridos por buracos estradados... a questão é mais profunda e virá com o tempo a resposta. Nada muito blasé e muito menos clichê...

Num próximo encontro, pretendo explicar um pouco desse nome... e fazer entender o porquê de algumas coisas estranhas...