segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O Homem é bom?


Sempre concordei com a ideia do filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau, que diz que o Homem nasce bom, a sociedade é que o corrompe. Naturista e botânico, Rousseau se dedicou também à natureza e, talvez, venha daí sua visão contrária à sociedade e sua influência.

Pois, nos últimos tempos, tenho pensado de forma diferente: não acho mais que a sociedade corrompe o Homem; hoje, acredito que o Homem já está corrompido e ajuda, ainda mais, a desestruturar a sociedade.

Percebo que as pessoas (especialmente as mais novas) não têm mais a bondade decantada pelo suíço, afinal vejo estar intrínseco o desejo de destruir, ferir, desmontar, desfazer qualquer ponto positivo que se apresente frente a essas pessoas.

Óbvio que não falo isso de todas as pessoas, já que generalizações são um perigo, ainda mais feitas baseadas em observações do cotidiano; mas vejo que grande parte está com essa ideia negativa na mente e ataca sem pensar na bondade que seria peculiar ao ser humano.

Desde destruição de material próprio até prédios e coisas públicas, a ânsia por destruição de coisas suas e dos outros parece, para mim, cada dia mais forte entre os que observo. Mudança? Só vejo em direção a um caminho pior e mais profundo no lado negativo do humano.

Fico na esperança de que esteja errado e as coisas melhorem. Afinal, um dos meus trabalhos é tentar fazer isso. Mas tenho certeza de que, se Rousseau ainda estivesse certo, tudo seria mais fácil no meu trabalho e na sociedade como um todo. Cada dia que passa, torço mais para eu estar errado e o caro Rousseau, certo.