quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ressentido Passivo


Outro dia, ouvi no rádio o comentarista Luciano Pires falando sobre o ressentido passivo; como assim, ressentido passivo? Como já disseram antes, entre as duas formas de se habitar na América do Sul, essa é uma delas. A outra é a indignação em relação às coisas ao redor. Pois bem, a passividade que anda rolando por aqui pelo nosso país me faz acreditar que a opção tem sido a primeira, uma passividade que vem pegajosa. Mas e o ressentimento?

Esse é o sentimento daquele que já tentou de tudo, já foi indignado, já se incomodou, mas resolveu desistir da indignação e partir para outro lado, o lado da passividade com aquele sentimento de derrota, de não dá mais. Aí vem o ressentir, corroendo as últimas esperanças e fazendo cair na categoria do inventor.

Até está certo: como disse meu amigo Marcos, democracia, no Brasil, é ter o direito de falar, mas sem (sem mesmo) ser ouvido. Então se grita até ficar rouco. Até ficar sem voz. Até se perder as esperanças. E o que resta? É o ressentimento. Cada dia mais re-sentido. Re-sentido e engessando rumo à imobilidade.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Variações sobre um mesmo tema...

Várias fotos de vários lugares do Rio... Acho que valem a pena:



Nem parece, mas é a Candelária ao fundo.




O Centro visto de cima.




Hangar do Zeppelin num dia chuvoso, em Santa Cruz.




O mesmo morro, dois ângulos: antes de Campo Grande.





O Rio de Janeiro de uma perspectiva da Zona Norte.

domingo, 13 de setembro de 2009

Remédios e afins



Neste domingo murrento, me passou pela cabeça uma ideia que não é muito apreciável, mas não faz diferença, pois o apreciável nestes cantos dos trópicos é algo muito questionável, até mesmo a rima sem querer. É o seguinte: imagine se cada pessoa na esfera terrestre pudesse inventar (como mágica de García Márquez) o medicamento que quisesse? Sim, sim, o remédio que necessitasse para o que precisasse. Sempre. Eu sei, eu sei, não haveria mais doenças no mundo, a população iria explodir, o planeta sofrer, entre outros problemas. Porém não digo apenas remédio para o corpo, mas, também, para a alma e para o espírito. Alguma coisa que curasse esses males de forma a não deixar mais rastros e marcas dentro dos indivíduos que os inventasse.

Eu pensei em dois, já que tive este brilhante entusiasmo curativo:

-insatisfeitozina: remédio eficaz contra a insatisfação causada por vários motivos, atua direto na fonte do problema, aliviando o paciente de maneira quase instantânea. Contra-indicações: pessoas com sensibilidade ao princípio ativo e viciadas em insatisfação.

-socializol: homeopático, este composto pretende resolver, de uma vez por todas, os problemas de sociabilidade que as pessoas apresentam. O tempo máximo para se notar a diferença é de uma semana! Contra-indicações: aqueles que apresentam hiper-sensibilidade no fígado ou veneno demais escorrendo.

De uma vez, dois problemas resolvidos. Se fosse fácil assim... mas não custa tentar e imaginar. Pense nos seus também e faça uma bula. O que pode acontecer, no mínimo, é algum desses laboratórios gigantescos querer patentear o seu remedinho...