segunda-feira, 5 de abril de 2010

de balas e corações

Tudo o que Carlos queria era aquela linda menina que estava ao seu lado. Ele, do alto dos seus sete anos, tomou uma pequena flor que estava no jardim, juntou-a a sua bala de morango em forma de coração que tinha no bolso e seguiu seu destino.


- Oi, Ana... trouxe esses presentes pra você...

- Morango? Eu gosto de laranja...

- E da flor, gostou?

- Gostei... mas não é de comer, né? – e se levantou.


E foi então, pela primeira vez de muitas, que Carlos entendeu como as meninas podiam partir o coração de um menino, homem, velho, gênero masculino. Deixou algumas lágrimas chegarem aos lábios (gostava do sabor). Se levantou e foi para o escorrego. Aquele era o primeiro, haveria outros. Mas tinha um tempo para o escorrego... e até para a gangorra...

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