domingo, 11 de julho de 2010

Gostava de ouvir os carros passando pela rua na madrugada. Fazia com que se sentisse viva. Àquela hora da madrugada, pessoas iam e vinham, de algum lugar pra algum lugar. A solidão não era para todos. Mas era para ela. O último copo de vinho tinto também era a senha. Não era hora de dormir, mas de tomar calmantes. Tomou seus quatro de costume. Deitou-se. Acordou às sete e quinze com o filho chamando, desesperado. Estavam atrasados. O marido nervoso sem café. Os filhos confusos e gritando. O cachorro latindo de fome. Os vizinhos fazendo vitamina. É. Estava mesmo viva. E não estava só.

1 comentários:

Paulo Tamburro disse...

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